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Futebol no pais do jeitinho

Desde ontem, ou anteontem que seja, se discute a questão dos pontos corridos como fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro. É fato que desde 2003, data da tal reformulação, que a competição vem sendo disputada no mais alto nível de coerência, ou seja, o time que tem o melhor desempenho, de fato, se torna o campeão. Positivo, e é só.  O grande problema na "era" ponto corrido é o "entrega". A cena da rodada de número 36 da competição vai ficar manchada pelo gesto do jogador Júlio Batista do Cruzeiro, que não pensou duas vezes e depois do seu time sofrer o segundo gol do Vasco, que corria do rebaixamento, mandou a equipe adversária sapecar logo outro. Negativo, e não é só isso. Fatos e atitudes como essas nos fazem repensar, novamente, o ponto corrido no Brasil. Não gosto muito de comparação aos estrangeiros, mas estes fatos, pelo menos no meu conhecimento, não acontecem por lá. Aliás, este e outros como o do jogador Dedé que pediu para não jogar a mesma par...

Isso é Flamengo!

Eu sou Flamengo, mas sou mesmo, acredito que desde o útero da minha mãe. Sério! Não me recordo “muito bem”, mas acho que já gritava “Mengoooooooo” dentro da placenta. Doente mesmo, daqueles que quando a mãe colocava o sinto de segurança chutava o útero como forma de repúdio e ouvia ela inocente dizer: “Vai ser jogador de futebol!”. Mal sabia ela que o chute era repúdio a faixa que lembra o rival. Doentio mesmo, daqueles que nem come bacalhau porque lembra o Vasco também. Brincadeiras a parte, eu sou Flamengo mesmo. Desde quando não sei, mas tenho a sensação de que nasci com essa “doença”. Sou daqueles “roxos rubro-negros”, se é que isso existe. Daqueles que debate, fala mal pra caramba do juiz. Que já chutou latão de lixo e quebrou o pé. Do estilo sofredor, apaixonado, que vai ao Maracanã, que tem camisa, short, meia, chaveiro e até RG do Mengão. Enfim, sou Flamengo de coração, daqueles que viu Zico, Bebeto, Romário, Renato Gaúcho e Leandro jogarem. Daqueles que sofreu com Negre...

Vergonha!

Repórter esportivo: – Saiu neste momento à escalação da equipe dos Políticos Fraudulentos Futebol Clube. Atenção: No gol, Cícero Lucena, nas laterais; Cássio Cunha Lima e Wilder Morais, no meio, Maria do Carmo Alves e Lobão Filho, no ataque; João Alberto e nosso conhecido Clésio Andrade; no banco de reservas; Ivo Cassol e Paulo Davim. Equipe sob a irresponsabilidade do queridinho das Minas Gerais Zezé Perrela. É esse o time que deixou de subscrever a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o que inviabilizou a criação da comissão para apurar as irregularidades da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Dessa forma, foi o Governo Federal conseguiu enterrar a segunda tentativa neste ano de criação no Congresso de uma CPI que poderia investigar as obras da Copa do Mundo de 2014. Após forte atuação nos bastidores e de cartolas de futebol, o presidente do Senado Renan Calheiros, anunciou que não seria criada a CPI das Federações por falta de apoios suficientes. O autor do pedid...

Trem Azul!

Trem, máquina ou locomotiva, seja como você quiser, desde que seja azul, do inglês blue, do mineirês Cruzeiro. Um time, minto, um supertime, que dez anos depois da primeira conquista, da era dos pontos corridos, coloca em xeque, devido à facilidade com que atropela os adversários, a fórmula da competição. Impagável esse Cruzeiro de 2013. Tão bom quanto o de 2003. Um Cruzeiro imbatível que faz com que estudiosos e poderosos reconsiderem os pontos corridos. Pode ser que algo inesperado aconteça de agora em diante, o que eu particulamente não acredito, estamos na vigésima sétima rodada, mas é bem provável que a máquina azul fature a competição com os pés nas costas. Não existe hoje, repito, vigésima sétima rodada, time que faça sombra ao trem azul. Portanto, não é difícil afirmar, e muitos comentaristas já fizeram isso, que a locomotiva possa faturar o título com sete ou seis rodadas de antecedência. Com 21 pontos a serem disputados. O que de fato, colocaria em debate a era dos pon...

O Novo Velho Chico!

Saudades do Velho Chico, não aquele das canções, das águas, dos peixes, me refiro ao FAPI. Saudades. Aliás, FAPI que nada. Na minha época era apenas Colégio. “Vou para o colégio”. E como fui, e como fingi que fui, como faltei, como aprontei, como aprendi, como passei quase uma vida dentro do Colégio.  E quando ganhou mais importância e “levou” até nome: Francisco Antônio Pires, ou até apelido: FAPI, eu já estava longe, mas com a lição e o diploma debaixo do braço. Foram quase 15 anos entre os pilares de um gigante da educação. Terceiro, segundo, primeiro andar, casinha do sinal, coqueiro, namorinho de portão, ping-pong, vôlei, futebol, suor, expulsão da sala, risadas e mais risadas, choro, provas, vermelho, azul, notas, enfim, saudades.  Neste exato momento que a principal referência da educação na cidade muda de endereço, chamo atenção para os jovens que hoje frequentam as salas de aula. Talvez também seja hora de mudar. Entender que o que aprende aí s...

Um gigante adormecido!

No passeio dominical, entre as estruturas de um gigante adormecido, os olhos correm pelas ferragens corroídas e o silêncio absurdo vagueia entre as quadras e campos inabitáveis. Naquele momento, faz-se o silêncio que deveria estar habitado por gritos de gols. Calam-se as competições e diversões familiares, vai embora a imagem do domingo no parque de madeira que o tempo e a incompetência de administradores deram conta de levar. O mute ou mudo impera em um reino onde o grito de vencer deveria estar no lugar mais alto do pódio. Que pódio? Sem disputa não há vencedores e muito menos pódio. Pode parecer exagero, mas as lágrimas ganham de goleada da alegria em pleno gigante esportivo da nossa cidade onde a cortina da fumaça de uma droga que mata em pouco tempo sobe das quadras de baixo. Aqui é crack versus craque, e o que termina em k e mata, está vencendo. Socorro! O silêncio e o descaso são os habitantes de carteirinha do centro esportivo, do chamado clube do povo. Que povo? O povo ...

Sim, eles podem!

A América é de um tal Galo, de umas Minas Gerais, lá no Brasil de Cabral, perto da terra do Papa. A América, aquela desejada e libertadora, é de um bichano de crista alta, que carrega um santo entre as traves, que se concretiza com uma rocha na lateral e duas torres no miolo. De um Galo de volantes grandes e pequenos, experientes e novos. Um alvinegro de meias, de sorrisos “desdentados” e cabelos ou penas ao vento. Galo de atacantes com alegria nas pernas, matadores, fortes e vingadores. Uma ave que carrega e congrega um místico pensador e supersticioso fora das quatro linhas. Um Clube, Mineiro, Atlético, enfim, um Galo ou Galão de uma massa de alma preta e branca agora mais do que lavada, esfregada, batida, torcida e que vai para o varal, onde seus seguidores, não torcedores, seguirão contra tudo, todos e o vento. É simples assim: se algum dia lhe perguntarem, respondam: esse foi o campeão da Libertadores 2013.  Esse tal de Galo, de um povo sofredor e surrado, que ...