Pular para o conteúdo principal

Postagens

O Governo lavou as mãos!

Com a “flexibilização”, abertura de todos os seguimentos, o Governo Estadual, com o aval do Governo Federal, que já luta por isso há tempo, lavou as mãos no enfrentamento a pandemia de coronavírus em Minas Gerais. E as Prefeituras, o chamado Governo Municipal, ficaram reféns da situação. A elas, cabem cumprir as ordens e a tal fiscalização, que estamos cansados de saber que não conseguem fazer por “n” motivos, ou então sair do programa e tomar suas próprias decisões, que pode sair caro, muito caro, em todos os sentidos. O tal programa Minas Consciente, que está mais para Minas Inconsciente, agora permite o funcionamento de todos os seguimentos no estado, até mesmo na chamada Onda Vermelha, considerada até então, pela cor, como a mais restritiva. Ou seja, o vermelho, que era para ser sinal de alerta, cuidado, atenção, agora se transformou em apenas uma cor de fachada. E para “tentar” driblar os mais críticos, o Governo discursa em cima das chamadas restrições. E isso é mentira, elas nun...

Que saudade do seu abraço

Se existia alguma dúvida, não há mais: nós, meros seres humanos, não fomos feitos para viver individualmente. O nosso disco da vida tem que tocar a faixa “coletividade”, se possível, no modo repetitivo, do inglês repeat. E olha que não precisamos nem de 90 dias para comprovar isso. Pouco menos e já aprendemos que nascemos, em especial nós brasileiros, para tocar, encostar, apertar, apalpar e abraçar. Abraçar! Isso, abraçar, em forma de c, com os braços e o coração aberto. Forte, instintivo, natural, genuíno, grande, seja qual for a modalidade do abraço, definitivamente não dá para viver sem. Esta é a comprovação que a humanidade aguardava. Também te bateu aquela saudade? Aquela da mesa de casa, do almoço, do escritório ou de bar mesmo, aquela procedida de um gole, um olhar e um efusivo abraço sobre a melodia do “gosto de você pra caralho”? Te bateu? Bateu aí? Aquele de manhã, com cheiro do amor de ontem, que sobra sussurro no ouvido? Aquele depois da escola, com cheiro de bagunç...

O Cruzeiro caiu em 2013

Mais precisamente no dia 24 de novembro de 2013, quando a superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo apreendeu, durante operação, 450 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (Solidariedade), filho do senador e na época ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG), este mesmo sujeito, que seis anos depois, foi “convocado” para evitar a queda do time celeste. Ou seja, a queda deste dia 8 de dezembro, que ficará marcada na história do Cruzeiro, começou fora do campo, quando a solução se deu por um sujeito envolvido em falcatruas e corrupção. Erro grave e que se “agravou” quando vieram à tona, através dos brilhantes repórteres Gabriela Moreira e Rodrigo Capelo, no programa Fantástico da TV Globo, uma matéria completa mostrando a situação financeira e as movimentações ilegais fora de campo. Naquele domingo à noite a repórter anunciou ao Brasil e ao mundo o que iria acontecer no ...

Ele vibra, ele é fibra

O ano é 2001. Em meio a mais uma turbulência e milhares de verbos e verbetes execrando o Flamengo, eis que surge: “Eles fingem que pagam e eu finjo que jogo", assinado Vampeta um ex-jogador de futebol se referindo a um dos clubes mais poderosos do futebol mundial. Humilhado!  Não há nenhuma confirmação, mas um ano depois, uma Bandeira é erguida na gávea, a Bandeira de um tal Eduardo, um economista, bancário, homem do dinheiro, ou acostumado a lidar com ele. Tudo o que o Flamengo precisava. Iluminado! E veio o choque, choque financeiro. Eliminações precoces, goleadas humilhantes, ameaças de rebaixamento e inúmeros resultados abaixo da expectativa que precisavam e foram digeridos com sobriedade. Nenhuma loucura, pés no chão, chão de terra em um espaço projetado por um “pofexor” flamenguista. Containers improvisados no início da construção de um Ninho. Quem não se lembra do carrinho de mão servindo de maca? E se por um lado os números, através da Bandeira, procuravam e...

Trazendo o Hepta

Vítima do Flamengo em 2019, Renato Gaúcho pode dar o hepta ao time carioca Ironia do destino, mas o hepta-campeonato do Flamengo pode vir domingo, através do Grêmio, maior algoz neste ano.  Senão bastassem os confrontos e polêmicas envolvendo Renato Gaúcho x Jorge Jesus, o maior embate entre técnicos dos últimos meses, o título do Flamengo, o sétimo da história, pode vir pelas mãos de Renato, treinador do Grêmio. Isso porque se o tricolor gaúcho arrancar um empate no próximo domingo na Arena Palmeiras às 18h contra o time alviverde, o Flamengo levantará o troféu mesmo sem jogar pela trigésima quarta rodada da competição. Por causa da final da Libertadores da América, sábado (23), contra o River Plate, a equipe rubro-negra teve o jogo antecipado contra o Vasco e empatou em 4x4 na última quarta-feira (14). A rivalidade entre as duas equipes, que inclusive já decidiram título do Campeonato Brasileiro, em 1982 o Flamengo venceu o Grêmio e conquistou o bi-campeonato, au...

Saudade da Copa!

Vai ter Copa? Foi-se a Copa! Rápido assim. Aliás, tão rápido quanto o ataque alemão, como os gols alemães no fatídico Mineirazo, como Robben, o atacante Holandês, como o dinheiro investido nela, como os protestos que esvaíram do nada, como a participação inglesa. Foi-se a Copa, como a Zurra e a despedida de Pirlo, como os lances de um português que insistia em arrumar as mechas no telão, como as touradas espanholas em solo tupiniquim. Foi se a Copa, a nossa Copa, a Copa do Mundo no Brasil. Foi-se a Copa e ficou a simpatia alemã. Foi-se a ideia de que eram frios e sérios. Ficou um consolo a Messi como melhor. Ficou o questionamento, o recorde de Klose, as defesas dos goleiros, os gols na Bahia de todos os santos. Como legado, ainda ficou a marca de um esquema de ingressos que foi desmantelado aqui, no país que infelizmente ainda encabeça o ranking da corrupção. Ficou o exemplo da Argélia, que doou sua conquista financeira aos necessitados. Ficou na memória uma Costa, não Rica, mas...

Onde estão nossos domingos?

O barulho da fábrica, que não para nunca, o cheiro do café, o galo cantando no terreiro, a lenha no fogão e os passos do vovô no corredor. Não era um dia comum, muito menos azul na folhinha, era vermelho no calendário, era domingo. Hora de acordar, enfrentar o chão da Beira da Linha com o sapato novo, atravessar a ponte, jogar pedras no rio, limpar o sapato e ir rezar, de joelhos, de mãos dadas, sob o olhar atento do vovô. Amém, a gente saia correndo e ficava “lutando” na pracinha enquanto “sô Tião” comprava o pão na quintada do sô Zizinho. Ele parava no jogo de “Maia” e a gente corria para casa, corria para ver ele correndo. A “senna” se repetia quase todos os domingos. E que domingos! Acabava a corrida, que a gente sempre ganhava, e a tampa da panela do feijão se transformava em volante, a poltrona da sala o banco do carro e a irmã mais nova era a responsável pela bandeirada prosseguida pelo puxão de orelha daquela tia ranzinza.  A gente então pulava para fora da poltr...

Era uma vez o gol!

Vai embora o gol mais bonito do Brasil. Na verdade, um gol de placa que não deve ser afixada em nenhum estádio, seja no Brasil ou no mundo, mas no céu, entre nuvens, traves e redes. Não aquele gol desenhado pelas pernas tortas de um negro ou por um camisa 10 mirabolante em uma cobrança de falta. Dá adeus o mais emocionante gol da televisão brasileira. Não o de bicicleta, do jogador do seu time, de letra ou de bico mesmo. Parte, como parte nossas tardes de domingo, o gol que vinha da alma, atravessava a garganta e chegava como música para os nossos ouvidos. Longo, curto, triste, alegre, mas sempre gol, que saía do coração, o mesmo que deixou de bater.   Vai o homem e fica um mito. Ou parte um mito e fica o homem? Vai junto a emoção e 11, onze, 11 Copas do Mundo mais um curriculum invejável. E de um tempo em que não existia TV, nem cara fechada. Do tempo em que se vê hoje nas inúmeras operadoras o que ele fazia na televisão aberta, com seu sorriso aberto. Por isso e por mui...

Pissiti!

E se o Didi morrer? Eu morro um pouco, como morro todos os dias. Didi, esse que chamam de Renato, de Aragão, de Mocó, de “pissiti”, ou o que seja, é parte da nossa vida, da nossa infância. Foi vendo Didi que muitas vezes minhas pernas ficaram da cor dos narizes de palhaços, com marcas de mãos, por derramar comida no sofá, na hora do almoço. Aliás, sofá não, poltrona. Ô da poltrona. Didi nos fez esquecer o gosto do arroz queimado ou do suculento frango à milanesa. Que almoço o quê! A gente sentava com o copo de alguma coisa entre as pernas, derramava um pouco todo dia, apanhava de novo e via Didi, que não vinha sozinho. Tinha Dedé, Mussum e até Zacarias. Daí tinha riso, tinha pureza, tinha graça, não tinha desgraça, tinha zelo, não tinha apelo, tinha comoção, não tinha apelação, tinha Didi, tinha risada. Que privilégio poder ver Didi, e não a Turma dele. Que sorte ver ele e não ver planetas nem cassetas. Ver Didi, de noite, antes do Fantástico ou de dia, antes ou durante o almoç...

Fluuuuuuuuuuuuuuu!

A verdade é que o Fluminense não tem culpa nenhuma do que aconteceu, mas a verdade também é que o Fluminense é o principal culpado do que aconteceu. Sobre o assunto, faço dessas palavras, sábios comentaristas, as minhas: “Passaria a acreditar um pouco no futebol brasileiro se visse movimento de torcedores do Fluminense pedindo pro time disputar a B. Coisa de macho". Antero Greco – ESPN. "Por cada canto do país onde passar a jogar, o Fluminense será visto como o clube mais detestado do Brasil. Parabéns aos envolvidos. Tem que ser muito apaixonado por futebol para não largar de vez. Malditos coveiros do esporte". Mauro Cezar – ESPN. "Ninguém discute o erro do time pequeno, mas porque só os grandes podem errar, que nada acontece? É isso que você quer para seus filhos?” Jorge Kajuru. "Se a Lusa não fosse condenada, teriam tirado pontos do Flamengo também, pondo o time mais popular do país na Série B? É só uma pergunta" André Rizek – Sportv. "Existe alg...

Madiba

Como não escrever de um líder, ainda mais quando este parte e a liderança perpetua e perpetuará pela terra em quanto terra. Mais uma vez, das raras vezes, vai o homem, fica o exemplo. Exemplo de liderança, de luta e humildade. Um homem capaz de planejar por 27 anos, por trás das grades, um sonho eterno. Sonho branco, verde, amarelo, azul e africano. Por todas as esferas, com destaque para a política, de onde derrubou um regime "sangrento e preconceituoso", passando pelo esporte, onde fez história unindo povos. Madiba nos deixa e deixa um pequeno lembrete: é possível viver em harmonia, independente da cor, credo e time. Sim, time. Seres como Mandela passam rápidos em nossas vidas e se não prestarmos atenção, não entenderemos que o esporte, por exemplo, serve apenas para reunir povos, crenças e emoções. Gols, pontos, jardas, cestas, try, enfim, são meros detalhes diante de olhos que não enxergam apenas vitórias entre quatro linhas, mas além, muito além delas.  Diante de...

Futebol no pais do jeitinho

Desde ontem, ou anteontem que seja, se discute a questão dos pontos corridos como fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro. É fato que desde 2003, data da tal reformulação, que a competição vem sendo disputada no mais alto nível de coerência, ou seja, o time que tem o melhor desempenho, de fato, se torna o campeão. Positivo, e é só.  O grande problema na "era" ponto corrido é o "entrega". A cena da rodada de número 36 da competição vai ficar manchada pelo gesto do jogador Júlio Batista do Cruzeiro, que não pensou duas vezes e depois do seu time sofrer o segundo gol do Vasco, que corria do rebaixamento, mandou a equipe adversária sapecar logo outro. Negativo, e não é só isso. Fatos e atitudes como essas nos fazem repensar, novamente, o ponto corrido no Brasil. Não gosto muito de comparação aos estrangeiros, mas estes fatos, pelo menos no meu conhecimento, não acontecem por lá. Aliás, este e outros como o do jogador Dedé que pediu para não jogar a mesma par...

Isso é Flamengo!

Eu sou Flamengo, mas sou mesmo, acredito que desde o útero da minha mãe. Sério! Não me recordo “muito bem”, mas acho que já gritava “Mengoooooooo” dentro da placenta. Doente mesmo, daqueles que quando a mãe colocava o sinto de segurança chutava o útero como forma de repúdio e ouvia ela inocente dizer: “Vai ser jogador de futebol!”. Mal sabia ela que o chute era repúdio a faixa que lembra o rival. Doentio mesmo, daqueles que nem come bacalhau porque lembra o Vasco também. Brincadeiras a parte, eu sou Flamengo mesmo. Desde quando não sei, mas tenho a sensação de que nasci com essa “doença”. Sou daqueles “roxos rubro-negros”, se é que isso existe. Daqueles que debate, fala mal pra caramba do juiz. Que já chutou latão de lixo e quebrou o pé. Do estilo sofredor, apaixonado, que vai ao Maracanã, que tem camisa, short, meia, chaveiro e até RG do Mengão. Enfim, sou Flamengo de coração, daqueles que viu Zico, Bebeto, Romário, Renato Gaúcho e Leandro jogarem. Daqueles que sofreu com Negre...

Vergonha!

Repórter esportivo: – Saiu neste momento à escalação da equipe dos Políticos Fraudulentos Futebol Clube. Atenção: No gol, Cícero Lucena, nas laterais; Cássio Cunha Lima e Wilder Morais, no meio, Maria do Carmo Alves e Lobão Filho, no ataque; João Alberto e nosso conhecido Clésio Andrade; no banco de reservas; Ivo Cassol e Paulo Davim. Equipe sob a irresponsabilidade do queridinho das Minas Gerais Zezé Perrela. É esse o time que deixou de subscrever a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o que inviabilizou a criação da comissão para apurar as irregularidades da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Dessa forma, foi o Governo Federal conseguiu enterrar a segunda tentativa neste ano de criação no Congresso de uma CPI que poderia investigar as obras da Copa do Mundo de 2014. Após forte atuação nos bastidores e de cartolas de futebol, o presidente do Senado Renan Calheiros, anunciou que não seria criada a CPI das Federações por falta de apoios suficientes. O autor do pedid...

Trem Azul!

Trem, máquina ou locomotiva, seja como você quiser, desde que seja azul, do inglês blue, do mineirês Cruzeiro. Um time, minto, um supertime, que dez anos depois da primeira conquista, da era dos pontos corridos, coloca em xeque, devido à facilidade com que atropela os adversários, a fórmula da competição. Impagável esse Cruzeiro de 2013. Tão bom quanto o de 2003. Um Cruzeiro imbatível que faz com que estudiosos e poderosos reconsiderem os pontos corridos. Pode ser que algo inesperado aconteça de agora em diante, o que eu particulamente não acredito, estamos na vigésima sétima rodada, mas é bem provável que a máquina azul fature a competição com os pés nas costas. Não existe hoje, repito, vigésima sétima rodada, time que faça sombra ao trem azul. Portanto, não é difícil afirmar, e muitos comentaristas já fizeram isso, que a locomotiva possa faturar o título com sete ou seis rodadas de antecedência. Com 21 pontos a serem disputados. O que de fato, colocaria em debate a era dos pon...

O Novo Velho Chico!

Saudades do Velho Chico, não aquele das canções, das águas, dos peixes, me refiro ao FAPI. Saudades. Aliás, FAPI que nada. Na minha época era apenas Colégio. “Vou para o colégio”. E como fui, e como fingi que fui, como faltei, como aprontei, como aprendi, como passei quase uma vida dentro do Colégio.  E quando ganhou mais importância e “levou” até nome: Francisco Antônio Pires, ou até apelido: FAPI, eu já estava longe, mas com a lição e o diploma debaixo do braço. Foram quase 15 anos entre os pilares de um gigante da educação. Terceiro, segundo, primeiro andar, casinha do sinal, coqueiro, namorinho de portão, ping-pong, vôlei, futebol, suor, expulsão da sala, risadas e mais risadas, choro, provas, vermelho, azul, notas, enfim, saudades.  Neste exato momento que a principal referência da educação na cidade muda de endereço, chamo atenção para os jovens que hoje frequentam as salas de aula. Talvez também seja hora de mudar. Entender que o que aprende aí s...

Um gigante adormecido!

No passeio dominical, entre as estruturas de um gigante adormecido, os olhos correm pelas ferragens corroídas e o silêncio absurdo vagueia entre as quadras e campos inabitáveis. Naquele momento, faz-se o silêncio que deveria estar habitado por gritos de gols. Calam-se as competições e diversões familiares, vai embora a imagem do domingo no parque de madeira que o tempo e a incompetência de administradores deram conta de levar. O mute ou mudo impera em um reino onde o grito de vencer deveria estar no lugar mais alto do pódio. Que pódio? Sem disputa não há vencedores e muito menos pódio. Pode parecer exagero, mas as lágrimas ganham de goleada da alegria em pleno gigante esportivo da nossa cidade onde a cortina da fumaça de uma droga que mata em pouco tempo sobe das quadras de baixo. Aqui é crack versus craque, e o que termina em k e mata, está vencendo. Socorro! O silêncio e o descaso são os habitantes de carteirinha do centro esportivo, do chamado clube do povo. Que povo? O povo ...

Sim, eles podem!

A América é de um tal Galo, de umas Minas Gerais, lá no Brasil de Cabral, perto da terra do Papa. A América, aquela desejada e libertadora, é de um bichano de crista alta, que carrega um santo entre as traves, que se concretiza com uma rocha na lateral e duas torres no miolo. De um Galo de volantes grandes e pequenos, experientes e novos. Um alvinegro de meias, de sorrisos “desdentados” e cabelos ou penas ao vento. Galo de atacantes com alegria nas pernas, matadores, fortes e vingadores. Uma ave que carrega e congrega um místico pensador e supersticioso fora das quatro linhas. Um Clube, Mineiro, Atlético, enfim, um Galo ou Galão de uma massa de alma preta e branca agora mais do que lavada, esfregada, batida, torcida e que vai para o varal, onde seus seguidores, não torcedores, seguirão contra tudo, todos e o vento. É simples assim: se algum dia lhe perguntarem, respondam: esse foi o campeão da Libertadores 2013.  Esse tal de Galo, de um povo sofredor e surrado, que ...

Julho, de novo

É julho de novo. É frio novamente e corta, como já escrevi em outras ocasiões, mas fica quente com o calor do nosso povo tão receptivo, simpático e convidativo. É interior, a quilometros da capital, é terra fria de corações e braços abertos para quem quiser chegar. Já é tradição: o povo vem, as pessoas chegam de alguns lugares desconhecidos e se tornam conhecidas em um simples e pequeno mês. Quem não traz agasalhos suficientes, sente o calor de um povo que não empresta só o vestuário, mas empresta a alma, o coração. Povo que recebe em casa, busca na rodoviária, leva nos cantos e encantos das Praças que são palcos das festividades julinas e que tem como fundo musical a áurea das vozes de todo o Brasil.  Vozes, nossas e deles, sussurradas no inverno por um Festival da Canção qualquer que traz e leva talentos sonhadores.  Quem vem, volta. Volta no julho seguinte porque sabe que o seu lugar estará reservado no cantinho da Praça ou no quarto do amigo até então desco...

Salve! Salve!

E eis que o Gigante da pobre natureza se desperta e se levanta do tal berço esplêndido. Talvez seja tarde, é verdade, mas o florão da América acorda aos gritos de cidadãos, que em outras mil palavras, cansaram. O que vale a partir de agora não são mais os três pontos ou a classificação para a próxima fase. O que está em jogo, e se é que pode ser chamado de jogo, é a reputação de um povo que aguarda há 513 anos uma mudança. Chega de gols e muito menos de bolas na trave. O que vale é dar uma dentro, acertar em cheia, mostrar, às diferentes siglas jornalísticas do mundo, quem somos e para que viemos. Além do surfista de trem e das bundas e bolas brasileiras, é hora de ser capa do New York Times. Pelas ruas, o povo heroico, do fálido brado retumbante, desce e sobe aos berros e cantos o cessar do penhor e da desigualdade crônica em que vivem. Chega! Basta! O que estava na garganta passa pelo braço forte, pelo seio, pelo peito e pela própria morte e sai pela boca em forma de ó liber...